Economia partilhada: Cinco formas de ganhar dinheiro

SaldoPositivo_EconomiaPartilhada_contNova tendência: a economia partilhada, um modelo económico que está a revolucionar o mundo tal e qual o conhecemos.

A crise económica aguçou a necessidade e a Internet facilitou o encontro entre proprietários e aqueles que procuram usar os seus bens ou serviços.

Não é uma novidade, mas há um modelo económico que está a revolucionar o mundo tal e qual o conhecemos: a economia partilhada. Na prática, a troca por troca já é usada desde os primórdios dos tempos, mas a crise económica aguçou a necessidade e a Internet facilitou o encontro entre os proprietários e aqueles que procuram usar os seus bens ou serviços.

Este é, no entanto, um formato envolto em muitas críticas. Quem está atento às notícias, estará familiarizado com a “luta” entre a hotelaria e o alojamento local ou dos taxistas com algumas plataformas de partilha de serviços de automóvel. Por este motivo, estas plataformas têm sido alvo de legislação nos últimos anos e existe alguma incerteza em relação ao seu futuro. Independentemente das críticas, este formato é um êxito junto do público: Segundo um estudo da Pricewaterhousecoopers, o sucesso da economia partilhada baseia-se no “crescente apetite por um estilo de vida minimalista”, assim como numa melhor oferta de preços, serviços, conveniência e opção de escolha.

Fique, então, a conhecer algumas ideias para ganhar dinheiro. baseadas na economia partilhada.

O que é a economia partilhada?
A premissa da economia partilhada como é usada hoje em dia é permitir que pessoas ganhem dinheiro com ativos que são pouco utilizados. Por exemplo: Um proprietário de um carro pode permitir que alguém alugue o seu veículo, quando não o estiver a usar ou um proprietário de um imóvel pode alugá-lo, quando estiver em férias.

1. Casas
Tem um imóvel livre que pretende rentabilizar? Tem duas hipóteses: o arrendamento de longa duração (menos rendimento, mas também menos trabalho) ou alugar a casa a turistas (mais rentável, porém mais trabalhoso e também dispendioso). Nos últimos anos, com o ‘boom’ do turismo em Portugal, muitos proprietários têm optado pela segunda hipótese. O termo técnico é Alojamento Local e tem sido alvo de legislação nos últimos anos. Para rentabilizar um imóvel nestes termos, é obrigatório registá-lo na respetiva câmara municipal, através de uma “mera comunicação prévia”, assim como respeitar alguns requisitos obrigatórios. Uma das plataformas mais usadas para dar a conhecer os imóveis a quem os pretende arrendar, por um curto período de tempo, é o Airbnb.

2. Automóvel
A partilha de automóveis, através de plataformas como a Uber ou a Cabify, tem sido uma das grandes tendências. Para se trabalhar para uma destas plataformas, é necessário ter um automóvel, ser empresário em nome individual, deverá ter formação e certificação de motorista. Está neste momento a ser discutida nova legislação para estes negócios. De acordo com o Observador, em cima da mesa está o limite máximo de 60 horas que um motorista independente poderá trabalhar por semana, numa média de 12 horas por cada dia útil. E se trabalharem durante quatro meses seguidos não poderão trabalhar mais do que 48 horas semanais. Será ainda obrigatório que tenham certificado de motorista de TVDE, ter carta de condução há três anos e que frequentem um curso de formação de 50 horas, entre outras coisas.

Já pensou alugar o seu automóvel quando não está a usá-lo?
Há uma nova plataforma ‘online’ de aluguer de automóveis, designada bookingdrive.com, que permite aos proprietários de automóveis rentabilizar os seus veículos quando não estão a usá-los. Saiba mais sobre esta plataforma aqui.

3. Serviços
Não tem um bem para rentabilizar, mas tem um talento que gostaria de colocar a render? Também é possível, através de plataformas como a Zaask, que põem em contacto pessoas que prestam serviços (cozinheiros, canalizadores, contabilistas, jornalistas, entre muitos outros) com as pessoas que procuram esses mesmos serviços. Por exemplo, imagine que a sua especialidade é cozinha macrobiótica e coloca um anúncio nesta plataforma a oferecer os seus serviços. Do outro lado, há alguém que quer oferecer um jantar macrobiótico aos seus amigos, no seu dia de aniversário. Esta plataforma facilita o cruzamento destas duas especificidades. Tenha apenas em atenção que estes serviços não são gratuitos. Veja aqui como funciona.

4. Boleias
A economia partilhada não serve apenas para rentabilizar um bem ou serviço. É também uma filosofia de vida que visa não só poupar dinheiro, mas também adotar um estilo de vida mais frugal e ecológico. Neste sentido, existem algumas plataformas para partilhar boleias. Estas aplicações permitem o registo de proprietários de veículos particulares que pretendam partilhar os lugares livres das suas viaturas, nas suas viagens. Imagine que costuma viajar frequentemente de Lisboa para o Porto (e vice-versa) e gostaria de partilhar os custos dessas viagens. Coloca um anúncio numa destas plataformas e, se encontrar alguém que queira fazer essa viagem, no mesmo dia à mesma hora, poderão partilhar despesas. Alguns exemplos de plataformas a funcionar em Portugal são o Blablacar ou o Deboleia.net.

5. Crowdfunding
Se tem uma ideia de negócio que gostaria de tirar do papel para a realidade, mas não tem financiamento, poderá recorrer a uma plataforma de ‘crowdfunding’. Como é que funciona? De uma forma bastante simples: O empreendedor explica o seu projeto, através de um vídeo ou de um texto; estabelece o que quer fazer; qual o montante mínimo de que necessita e o tempo de angariação de fundos. Se no prazo estabelecido conseguir atingir o montante pretendido, o projeto recebe o financiamento. Se tal não acontecer, não existirão fundos para o projeto. Quem investiu terá os seus fundos devolvidos. Por ser uma plataforma de economia partilhada, os investidores entram com valores reduzidos. Pode recorrer ao PPL (plataforma portuguesa) ou ao Seedrs (plataforma europeia).

À boleia de avião
Sabia que a economia partilhada já chegou à aviação? A Skyuber, uma plataforma portuguesa ‘online’ e móvel, conecta pilotos privados com pessoas que querem voar. A ideia é que, em regime de partilha de custos do voo, os pilotos de aviões privados que contem até seis lugares, nos seus voos planeados, possam oferecer os lugares que tenham vagos a clientes que com eles dividirão despesas.

Fonte: Saldo Positivo