Os estagiários

MiguelJudice_OsEstagiarios_contSim, também é um título de um divertidíssimo filme com Owen Wilson e Vince Vaughn, mas não é sobre cinema que vou falar, apesar de o tema subjacente ao filme e a este artigo ser o mesmo.

Sim, vou falar-vos de como vejo o tema dos estagiários no contexto de uma empresa, olhando-o de uma forma bidimensional, nas óticas do empregador e dos estagiários propriamente ditos. Antes de mais, quero fazer uma declaração de princípio, dizendo que acho os estágios, quando relevantes e valorizadores, um jogo de soma positiva, no qual todos os intervenientes ganham.

A empresa, vista como entidade económica, mas também na pessoa dos seus colaboradores, pode retirar inúmeros benefícios dos estágios, se não os vir, e aos estagiários, como uma fonte de mão-de-obra barata ou gratuita, e se tiver tempo e “paciência” para as suas dúvidas, inseguranças e erros, e para os ensinar.

Os estagiários não trazem seguramente consigo muita experiência, mas trazem exatamente o oposto disso: a inexperiência de um olhar fresco, novo, descomprometido, puro, sem os vícios e manhas que, infelizmente, a “tarimba” também traz.

Podem, desde que incentivados a tal, trazer soluções para velhos problemas, até porque, muitas vezes, os estagiários trazem conhecimentos teóricos mais atuais e na ponta da língua, do que os colaboradores da empresa têm.

Por outro lado, a empresa tem uma dupla responsabilidade em termos de estágios. A primeira é a responsabilidade social de os aceitar, desempenhando a sua parte na equação contínua da formação dos jovens, dando-lhes o “cheirinho” da vida real que lhes faltava, contribuindo assim para os fazer melhores profissionais no futuro. O outro nível da responsabilidade, mais micro se quiserem, tem a ver com a necessidade de a empresa criar as condições para que os estágios sejam enriquecedores, garantindo o seu acompanhamento e formação efetiva, não os largando aos lobos sem apoio mais sénior.

Lê o artigo na íntegra aqui.

Fonte: Gerir&Liderar